Sem banners disponiveis


Milene leva o Forró de Umuarama para o Brasil

Milene e DevaApaixonada pelo forró, Milene Ribeiro da Silva percorre o país, conhecendo os estilos da dança praticados Brasil e mundo afora. A primeira saída da Capital da Amizade, representando o grupo de forró do Instituto Federal, onde participa desde 2002, foi para a apresentação do projeto em Florianópolis. “Nessa viagem eu pude ir a um lugar que tocava forró, e o contato com outras pessoas que também gostam do ritmo foi muito importante, e a partir daí comecei a ampliar minha visão, a sair do nosso mundinho”, conta a forrozeira.

Ela já foi a diversos festivais, enfrentando com empenho questões de organização no trabalho, falta de recursos. Sair de Umuarama não é muito fácil, por conta da logística de transporte, o que torna as viagens mais difíceis. “Mas quando a gente quer mesmo, dá-se um jeito”, afirma.

A energia dos festivais

Atualmente, tem grandes festivais de forró o ano inteiro. “Eu não fui nem na metade dos que quero ir”, diz Milene, acrescentando que 2017 foi um ano especial pela oportunidade que teve de ir a vários eventos de forró pelo Brasil. “Espero que, da mesma forma que estou ajudando a despertar o prazer pela dança, possa despertar nos alunos também a vontade de conhecer os festivais”, aponta.

Tanto quanto diversão, essas viagens representam conhecimento. “Não é só o fato de dançar, mas de poder conhecer e conversar com pessoas do mundo inteiro, que se encontram nesses festivais”, pondera. “Tem as bandas, que num momento estão se apresentando no palco e no outro estão do nosso lado, curtindo a apresentação de outras bandas, junto com todo o pessoal. Não existe divisão, não tem estrelismo”, analisa. “E vale destacar a troca de experiência de saber que tem projetos como o nosso em outros cantos do Brasil, que tratam da mesma forma que tratamos, faz valer muito a pena se organizar e sair para conhecer”, observa Milene.

Ela cita o Festival de Itaunas, um dos mais importantes no circuito do forró, onde coisas incríveis acontecem. “É apaixonante, e até difícil descrever a energia que rola nesses lugares. E são pessoas que nunca se viram, mas estão ali com o mesmo objetivo, e quando dançam, parecem que se conhecem há anos. É uma união pela afinidade com a dança, com o forró.

Milene reforça que buscar essa visão tem sido importante, para ela e para a dança na Capital da Amizade. “Isso só me impulsiona e me deixa cada vez mais apaixonada pelo forró”, finaliza.

Essas viagens são preparatórias para o futuro do projeto, que Milene, com ajuda de Solano, seu parceiro nas aulas de forró, pretendem incrementar, mudando um pouco o conteúdo, adicionando mais passos de forró pé de serra, além de tentar trazer professores de fora para workshop. Ou seja, ano que vem tem mais, muito mais.

 

Categorias: Cultura&Arte,Gente que Faz